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quinta-feira, abril 23, 2026

 Salve Jorge!


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebram sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarram.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder da sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja, com o poder de Deus, de jesus, e da falange do Divino Espírito Santo.


sexta-feira, abril 17, 2026


Oscar


Entrevistei o Oscar faz alguns anos, e lembro o quanto eu tinha em mente aquela vitória do Brasil em cima dos EUA no Pan de Indianápolis (1987). Quem viveu, sabe.

Foi uma das quatro vezes que vi meu pai chorar: a primeira foi em 1982, quando o Brasil foi eliminado pela Itália na Copa do Mundo; a segunda em 1984, na medalha de ouro do Joaquim Cruz nas Olimpíadas de Los Angeles; a terceira em 1985, na primeira vitória do Ayrton Senna (em Estoril, Portugal) e a quarta nesta histórica vitória do basquete.

Oscar era gigante pela própria natureza e não tinha a menor vergonha de chorar, na alegria e na tristeza. Eu vi Michael Jordan e Magic Johnson jogarem, mas desculpâe, eu vi o Oscar jogar.

Gigantesco.

O Sportv vai reprisar hoje a tal vitória do Pan. Pros jovens será a oportunidade de ver quem foi o maior jogador de basquete da nossa história e um dos maiores do mundo. Tão gigante quanto Jordan e Magic.

Obrigada por tanto, Mão Santa.

domingo, abril 05, 2026

 Irmãos e irmãs, 

A Páscoa não termina hoje. Ela começa hoje. O túmulo vazio é o convite diário para uma vida nova. O Espírito que ressuscitou Jesus quer ressuscitar em nós a coragem, a esperança, a alegria, o amor sem medida. 

Que esta Eucaristia seja o momento em que, como o discípulo amado, olhamos o lençol dobrado da nossa vida antiga e acreditmos. Que saiamos daqui como Pedro: transformados, sem medo, anunciando a todos que Cristo vive! 

E que, no dia a dia de onde vivemos, o nosso testemunho faça ecoar a pergunta que o mundo inteiro precisa ouvir: 

Por que procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Ele ressuscitou! 

Aleluia! Aleluia! Aleluia! 

Que a alegria da Ressurreição encha os vossos corações e transforme o mundo através de vós. Amém. 

Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou! 


sábado, abril 04, 2026

 A Segunda Leitura (Cl 3,1-4): A vida nova que já começou

São Paulo nos ensina o “como viver” da Páscoa: “Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. 

Aqui está o coração do Mistério: a Ressurreição não é só de Jesus – é nossa! No Batismo fomos sepultados com Ele e ressuscitamos com Ele. A nossa verdadeira vida já está escondida em Deus. Por isso, não podemos mais viver como se a morte tivesse a última palavra. 

O que significa isso nas realidades de hoje? 

Num mundo marcado pela violência das ruas, pela desesperança dos jovens, pela corrupção que suga a vida do povo, pela solidão das famílias, pela indiferença que mata o amor – nós, ressuscitados, somos chamados a ser sinal vivo da vitória de Cristo. 

Aspirar às coisas do alto não é fugir da terra. É olhar a terra com os olhos de Deus. É ver no irmão que sofre o próprio Cristo que ressuscitou. É lutar pela verdade, pela justiça, pela paz, pela vida, com a certeza de que o mal não tem futuro. É perdoar quando tudo grita vingança. É levantar o caído quando o mundo o abandona. É cantar aleluia mesmo quando o coração sangra. Porque a nossa vida “está escondida com Cristo em Deus” – e ninguém pode roubá-la. 


sexta-feira, abril 03, 2026

 A Primeira Leitura (At 10,34.37-43): Pedro, o covarde transformado em testemunha

Pedro, que negou Jesus três vezes por medo, agora fala com a coragem dos ressuscitados. Diante de pagãos, ele proclama sem rodeios: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com a força do Espírito Santo… Eles o mataram, pendurando-o num madeiro. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia… e nós somos testemunhas”. 

Notem: Pedro não fala de teoria. Fala do que viu, do que comeu e bebeu com o Ressuscitado. E o que ele anuncia? O perdão dos pecados para todo aquele que crê nele. Para todos! Não há exceção. Nem para o romano, nem para o pecador, nem para o descrente. 

Irmãos, esta é a segunda grande verdade pascal: a Ressurreição não é um evento privado de Jesus. É a boa notícia que explode para todos os povos. Pedro, que antes tinha medo do que os outros pensavam, agora não cala. E nós? Diante de um mundo que acha que a fé é coisa do passado, seremos nós testemunhas corajosas ou ficaremos mudos?


quinta-feira, abril 02, 2026

 O Evangelho (Jo20,1-9): O túmulo vazio e a fé que nasce correndo

Maria Madalena chega ao sepulcro “bem de madrugada, quando ainda estava escuro”. O escuro ainda cobre o mundo, mas ela não aguenta ficar parada. O amor a impulsiona. E o que encontra? A pedra removida. O túmulo vazio. Os lençóis enrolados, o sudário dobrado à parte. 

Pedro chega ofegante. João, o discípulo amado, chega primeiro, olha, vê e crê. Ainda não entendem plenamente as Escrituras, mas o coração já sabe: Ele não está aqui! Ele ressuscitou! 

Irmãos, este é o primeiro sinal da Páscoa: o vazio que grita presença. Onde antes havia morte, agora há espaço para a vida nova. Onde antes havia desespero, agora corre a esperança. Pergunto-vos hoje: e o nosso “túmulo” interior? Quantas vezes carregamos dentro de nós sepulcros fechados – mágoas, medos, pecados, desilusões? A Ressurreição de Jesus é o convite divino para correr, como aqueles discípulos, e descobrir que o Senhor já removeu a pedra pesada que nos prendia.


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