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domingo, julho 23, 2017



O Sol em Leão



Em Leão afirma-se o poder individual, a força solar, a auto-expressão. Signo de liderança, criatividade, entusiasmo e afetividade expansiva. É o fogo em sua majestade e exuberância.

Regido pelo coração, tem como ensinamento espiritual ser "governado" pelo amor e generosidade. O leonino busca o reconhecimento, e devido a isso pode se expressar de forma firme, dramática ou arrogante, autoritária.

É regido pelo astro-rei Sol, o que confere brilho e criatividade. Evoca o desejo de admiração, respeito e de ser amado. Simboliza o arquétipo do rei, da nobreza.

Características: emoção, afeto, força criadora, poder, comando, generosidade, espontaneidade, autoconfiança, liderança, orgulho, vaidade, dramaticidade, ego inflado. Leão tem a tendência a ser o centro das atenções e esta particularidade pode expressar-se de forma positiva ou negativa. Simboliza "estar no palco", fazendo arte, com paixão, ou sendo dramático nas tramas da emoção...

quinta-feira, julho 20, 2017



Dia do Amigo


Lembro de assistir Top Gun com Cristiane Taveira e Ana Cristina Cunha. Lembro dos almoços no rodízio de massas com Simone Lecques. Das conversas intermináveis com Patricia Pappacena. De dividir pizzas e problemas com David Sales. Da Gisele Ribeiro Fujii levando um isopor de gelo e comida na minha casa quando eu tinha acabado de me mudar, não tinha geladeira e estava de molho com pneumonia (essa é uma das lembranças mais marcantes da minha vida, vale ressaltar).

Lembro dos almoços no Rio Sul com Giovanna Towns e Ana Paula Pinheiro Machado. Das brincadeiras com sotaque com Erlon Silva. Do buylling na faculdade, que graças a Alexandre Barbosa, Mariana Marques, Valéria de Fatima, Carla Menezes, Edson Natale, Camila Santos e Fábio Camargo foi apenas uma fase ruim que consegui deixar para trás.

Lembro do Clauber Trivoli e Roberto Pereira De Freitas deixando chocolate no meu computador depois do almoço, para ver se, assim, eu melhorava meu humor. Do passeio no Mercadão com Beto Venturi e Vamberto Leite de Araújo no almoço mais longo da história! Lembro da Dani Antunes enviando seu ticket refeição para eu ter o que comer em SP. E do Marco Ferreira me emprestando dinheiro para o ultrassom que detectou minhas pedras no rim.

Lembro da Parvati Lobato Auricchio e da Silvia Hömke B. Mackevicius segurando minha onda nos momentos em que dividir apartamento não era uma coisa legal. Lembro de estar longe e pedir ajuda da Angela Debellis e André Ricardo para saber notícias da família por aqui. Lembro da credencial em Cannes que todo mundo dizia que eu não conseguiria, mas que Elaine Guerini deu força para conseguir. E de Mariane Morisawa ensinando o caminho das pedras nos festivais.

Lembro das inúmeras pautas com Dulce Soares. Lembro de todos os almoços, papos, e inúmeros conselhos da Luiza Mesquita. tanta coisa que eu ficaria aqui horas escrevendo. Lembro de avisar que quem não foi citado não deve se sentir chateado: essas lembranças específicas de hoje (que não estão em ordem cronológica) vieram apenas porque dizem que eu mudei, só que eu continuo sendo a mesma pessoa.

Viagens e lugares não fazem de mim diferente. Fazem de mim uma pessoa melhor, mas a essência, essa não vai mudar nunca. Aos meus amigos, feliz dia. E gratidão eterna por estarem por perto quando eu precisei.

quarta-feira, julho 19, 2017

Homens na Cozinha



Lembro que meu pai não sabia nem fritar um ovo e se minha mãe, por qualquer motivo, não pudesse cozinhar, era um tal de frango na padaria e comida de pensão que não estava no gibi. E as cobranças em casa porque eu, aos 12 anos, ainda não sabia fazer nem arroz? "Você tem que aprender a cozinhar para poder casar."

Outra lembrança marcante: quando minha mãe me visitou em São Paulo pela primeira vez e descobriu que eu tinha fogão em casa - e cozinhava sim! Porque eu quero, não porque sou obrigada. E também não aprendi a cozinhar para casar!

Ai você vive o suficiente para ver o Rodrigo Hilbert quebrar a internet e virar o sonho de consumo da mulherada, só porque ele faz o que qualquer homem pode fazer - ah mas fazer coisa de mulher esbarra na masculinidade, né?

Affe. Neste caso eu sou a Glória Pires: não sou capaz de opinar por tanto auê para uma coisa que deveria ser inerente de qualquer pessoa, independente do sexo.

sexta-feira, julho 14, 2017

I am what I am


Inferno astral taí, e a gente vai fazendo as reflexões necessárias para o ano novo. Os 40 são os novos 30? Por que as pessoas continuam dizendo que eu devo tentar ser aquilo que não quero? Por que ainda precisamos tanto da aceitação alheia para seguir em frente?

A ladainha ao redor continua. "Mas Jana você é independente demais. Você é muito sincera. Você demonstra seus sentimentos. Você isso e aquilo..."

E olha que eu já melhorei pra caramba. Hoje em dia eu até dou segundas chances as pessoas que, um dia, já pisaram na bola comigo. Estou exercitando a incrível capacidade do perdão, que ainda é muito difícil para mim. Já a paciência, essa eu nunca tive mesmo.

Eu não estou aqui para agradar a ninguém. Fico feliz por ter muitos amigos e amigas que me aceitam como eu sou. Com esse monte de defeitos visíveis e algumas qualidades. Eu não sou perfeita. Se fazem de mim a imagem de pessoa certinha, é porque tenho caráter. Sou julgada diariamente pelas minhas escolhas. Por mudar de profissão, por ser discreta, por não ter filhos, por ser o que muita gente gostaria, mas simplesmente não tem coragem.

Já passei muitas coisas e, ao longo das décadas, pessoas entraram e saíram da minha vida. Aquelas que ficaram, que estão aqui, que dedicam um minuto de sua atenção a mim, terão sempre a minha gratidão. Sou grata pelas oportunidades e pelo respeito que alguns têm pelo simples fato de que não sou como a maioria. Nunca quis ser. E jamais serei.

Podem dizer que sou difícil, chata, autêntica, corajosa. Podem gostar ou não de mim. A minha essência nunca mudou: eu sei exatamente de onde vim e tudo que passei para estar aqui. E quem me conhece de verdade sabe muito bem que eu continua sendo a mesma pessoa de sempre.

O textão é só para dizer que não tentem mudar o outro. Tente mudar a si mesmo. Olha para o espelho e reconheça seus limites. Não queira o que o outro tem. Se sirvo de inspiração para muitos, fico feliz. Mas se tem gente que me olha com desprezo, ou acha que sou complicada, eu só lamento. Eu sou assim mesmo. Uma pessoa cheia de erros e acertos, que vive em paz com as escolhas que fiz.

E você, está em paz com suas escolhas?

quarta-feira, julho 05, 2017

Vida de Gado


A vida é complicada ou a gente que complica? Não sei dizer. Só sei que cansa ser forte, guerreira, lutar todos os dias pelo que acredito. Cansa tentar fazer algo digno e decente e vir alguém, do nada, destruir você, seu trabalho, sua história. Cansa pra caramba tentar ser honesta e íntegra, ética e correta.

Cansa amar sem ser amada. Cansa ajudar sem receber gratidão. Cansa tentar ser feliz com as pequenas coisas. Cansa ser quem eu sou.

Tenho essa vida de escrava dos meus medos e anseios; de labuta diária e sofrida com receio de perder o pouco que tenho; de lágrimas que caem nem sei porquê. Ah, como cansa viver.

domingo, julho 02, 2017

90 anos


Minha avó foi a pessoa mais autêntica que eu conheci. Aos 18 anos saiu (sozinha) de Itajubá, sul de Minas, para morar no Rio de Janeiro. No Rio, aos 20 anos, casou com um homem 23 anos mais velho, viúvo e pai de seis filhos. Um escândalo! Ficou viúva aos 28. Aos 42 namorava um cara de 27. Outro escândalo! Usava roupas coloridas, pintava as unhas de vermelho, nunca quis casar de novo, morava sozinha. Viajava sozinha também. Adorava comer em restaurantes - ela detestava cozinhar, mas lembro até hoje do seu macarrão com frango e do pastel de camarão que só ela sabia fazer. Escrevia muito bem, pintava quadros, fazia tricô, crochê e bordado.

Na minha infância era ela quem contava histórias para eu dormir. E desenhava, enquanto contava as histórias. Ela me deu meu primeiro livro - Histórias de Dona Benta, do Monteiro Lobato. Leitora voraz, me emprestou, aos 12 anos, A Rosa do Povo, do Drummond, de quem ela era muito fã. Deixou para mim toda a sua coleção de clássicos da literatura, incluindo Os Miseráveis e O Morro dos Ventos Uivantes, os seus livros preferidos.

Adorava Carnaval, frevo, forró e samba. Desfilou na Ala das Baianas da Imperatriz Leopoldinense. Era flamenguista (todo mundo tem defeitos!) e bebia pra caramba. Quem me conhece bem sabe o quanto ela era importante para mim. Ainda é. Sempre será.

Vovó Lenira era loira de olhos verdes. Os mais lindos olhos que já vi. Para os outros era meio rebelde, desaforada, teimosa. Ela era, mas para mim também era autêntica. Uma pessoa única.

Se fosse viva faria 90 anos no dia 2 de julho. Canceriana que trazia a família em rédea curta. Morreu antes de saber das minhas pequenas conquistas pessoais e profissionais. Morreu porque, como ela mesma dizia, preferia morrer a depender dos outros. Morreu porque chegou a sua hora. Mas deixou essa saudade imensa, que sinto sempre que vejo alguma coisa que me lembra ela. E são muitas coisas. Se eu pudesse dizer alguma coisa para ela hoje, diria apenas obrigada. Obrigada por ter sido essa influência iluminada na minha vida, e por me fazer acreditar que uma mulher pode tudo, mesmo que o mundo diga o contrário.

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